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12 dezembro 2014

Millennium bcp espera atingir €25 milhões em vendas de lojas este ano


A confirmar-se, este volume de vendas representará um crescimento de 20% face a 2013. Para 2015, o Banco pretende incrementar novamente as vendas de imóveis no segmento de negócios.
Até ao momento, o Millennium bcp já concretizou vendas no valor de 20 milhões de euros no segmento de imóveis de retalho e lojas, mas “caso se confirme um bom final de ano, acreditamos que conseguimos chegar aos 25 milhões de euros”, revela José Araújo, da Direção de Negócio Imobiliário do Banco.

A concretizar-se, este valor de vendas representará um aumento de 20% face ao volume registado no ano anterior, avançou ainda este responsável, acrescentando que, para 2015, “a preocupação é incrementar mais a venda deste tipo de ativos, seguindo a tendência que se espera acentuada de recuperação económica”. Para tal, o Banco está a prever uma série de ações e campanhas dedicadas aos imóveis do segmento de negócios, na linha da estratégia já desenvolvida em 2014” sublinha José Araújo.

Este ano, o segmento de lojas lidera as vendas no segmento não residencial com uma quota próxima dos 30% do total das vendas nesse segmento, comparando com os 25% do ano passado. Já no total da vendas, que incluem imóveis de uso residencial e não residencial, este segmento representa este ano cerca de 20%, sendo os distritos de Lisboa e Porto os que “tradicionalmente lideram as vendas neste segmento”.

Para José Araújo, a performance deste segmento não é alheia às vantagens que os compradores reconhecem na compra destes imóveis detidos pelo Banco, como é, desde logo, o facto de “ficarem a salvo de aquisições especulativas”, na medida em que “o Banco antes de colocar os seus imóveis em venda no mercado faz uma avaliação rigorosa, recorrendo a entidades externas conhecedoras do mercado”. Por isso, considera José Araújo, “o valor de venda anunciado pelo Banco é justo e enquadrado para cada imóvel no mercado e no segmento em que se insere, tendo presente o estado de conservação que apresenta”, isto porque “não oneramos os nossos imóveis com obras de renovação”. “Desta forma, os clientes aproveitam a margem a seu favor no diferencial de preços quando comparado com outros imóveis equivalentes existentes no mercado em estado novo ou recuperados, para despender esse valor em eventuais obras ajustadas ao seu ramo de atividade”, considera ainda José Araújo. Por outro lado, “nos imóveis do Banco, as condições de crédito ainda são muito vantajosas para os clientes, possibilitando prazos mais dilatados e prestações mais baixas, bem como valores de financiamento relativamente elevados em função das margens na relação valor da garantia/valor de crédito”.

Para os mediadores que trabalham com o Millennium bcp neste segmento, este último é também um dos argumentos de venda mais fortes. Para Luís Costa, Gerente da Century 21 Cardeira & Costa, “a grande mais valia destes imóveis em relação aos privados é o financiamento 100% com taxas muito competitivas“. Com uma carteira de comercialização neste segmento quase exclusivamente concentrada em imóveis detidos por este Banco, esta mediadora, que trabalha os mercados de Leiria e Marinha Grande, antecipa chegar ao final do ano “com resultados muito positivos neste segmento e, uma vez que só apostámos neste segmento a meio de 2013, os resultados poderão ser bem melhores no futuro”, diz Luís Costa.

Para Graça Caprichoso, Diretora da Remax Spazio e Diretora do Grupo Spazio|Action, que atuam nas zonas da Beloura, Sintra, Cascais e Lisboa, a parceria com o Millennium bcp neste segmento foi “fundamental no fecho de muitos negócios neste segmento e que apresentamos aos clientes como negócios seguros”.

Comercialização de lojas já pesa 10% para mediadores 

Com este pano de fundo, o segmento de imobiliário comercial e lojas já pesa cerca de 10% nas vendas dos dois mediadores consultados pelo Público Imobiliário e está a concentrar uma maior atenção da sua parte, o que vai ao encontro à estratégia do próprio Millennium bcp. ”Precisamos e desafiamos os nossos parceiros mediadores a aprofundar a sua especialização nestes segmentos, pois sem eles será difícil crescer e estão também a perder grandes oportunidades de faturarem muito mais”. Da parte da Remax Spazio, esse desafio parece estar aceite, já que a agência está a desenhar para 2015 “estratégias que assentam justamente em fortes campanhas que ajudem todos os novos empresários e empresas em expansão a procurarnos para podermos direcionar para imóveis com estas características”. O mesmo acontece com a Century 21 Cardeira & Costa, para quem este se trata de “um mercado que exige mais proatividade”, já que “temos de ser nós a ir às empresas propor o negócio como uma mais valia e não esperar que nos contactem. Este mercado tem de ser pensado caso a caso para ver quais são os potenciais negócios que podem encaixar no imóvel que queremos vender”, conclui Luís Costa.

Preços das lojas saem de terreno negativo

De acordo com os dados da Confidencial Imobiliário, os preços das lojas em Portugal (Continental) saíram de terreno negativo no 2º trimestre de 2014 pela primeira vez em dois anos. Assim, no 2º trimestre deste ano, e face ao mesmo período do ano passado, os preços das lojas no nosso país tinham, em média, crescido 0,9%, quebrando uma série de variações homólogas negativas dos últimos dois anos, em que o pico foi atingido no 1º trimestre de 2012, com os preços a desceram nesse período 2,6% face ao mesmo período do ano anterior.

Também no último trimestre desse ano, os preços registavam uma queda homóloga de 2,4%. Já este ano, os preços das lojas desceram 1,5% no 1º trimestre face aos primeiros três meses de 2013.

Para Luís Costa, Gerente da Century 21 Cardeira & Costa, que trabalha sobretudo os mercados de Leiria e da Marinha Grande, os preços do imobiliário comercial e de lojas são precisamente um fator que pode dinamizar este segmento, já que “existe muita oferta para este segmento e ainda não muita procura”, razão pela qual “os preços baixaram e, em alguns caso, ainda terão de baixar mais devido à relação que existe entre a oferta e a procura”. Mas ainda assim, “vão aparecendo alguns clientes pontuais à procura de bons negócios”. Por isso, para este profissional, “se o mercado económico evoluir positivamente e este segmento tiver mais alguns ajustes nos valores de comercialização, este irá proporcionar mais procura da parte empresarial e será no futuro uma boa aposta para os mediadores”, remata.

Já para Graça Caprichoso, Diretora da Remax Spazio e Diretora do Grupo Spazio|Action, que atuam nas zonas da Beloura, Sintra, Cascais e Lisboa, parece claro que “este segmento foi um dos mais afetados” pela conjuntura económica adversa, sendo que a “oferta aumentou significativamente nos últimos anos, com valores baixos e mesmo assim não atrativos”. Mas mais recentemente “a evolução tem sido “positiva e é notória a procura que se vem manifestando num crescendo sustentado”. No que respeita a valores, para Graça Caprichoso, “com o incremento da procura, estes poderão vir a subir”.

Fonte: Público Imobiliário

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