04 março 2013

Imobiliário de luxo aposta na venda de casas a estrangeiros


Missão empresarial vai apresentar 7 projectos de imobiliário a investidores chineses. Belas Clube de Campo tenta vender casas a russos, chineses, brasileiros e angolanos.
Uma missão de empresários portugueses e chineses a viver em Portugal vai em Abril à China procurar investimento para o imobiliário nacional. Para já está garantido o interesse e envolvimento de 25 empresas e pelo menos sete projectos de imobiliário, sobretudo de luxo.

Esta é apenas uma das várias iniciativas à volta das autorizações de residência para estrangeiros que gastem 500 mil euros em uma ou mais casas compradas em Portugal e que está a servir de escape num mercado nacional em crise.

André Jordan, o promotor do Belas Clube de Clube, um dos maiores condomínios fechados da Grande Lisboa, explica que a prioridade por estes dias é vender casas a estrangeiros: «estamos a fazer acções de promoção e contactos em novos mercados como Brasil, China, Rússia, Angola e já temos clientes desses vários países, apesar de não ser uma avalanche».

Também o presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow, lidera uma Missão Empresarial que já reuniu 25 empresas e pelo menos 7 projectos imobiliários - entre outros, na Costa de Caparica, em Óbidos, Vila do Conde, Ofir ou Moledo.

A missão luso-chinesa parte em Abril e vai apresentar os projectos aos governos regionais chineses com o objectivo de atrair investidores.

Y Ping Chow admite que Portugal «não é um mercado muito atraente, mas através daqui pode entrar-se na Europa ou outros países lusófonos». O representante da comunidade chinesa explica que a missão nao vai tentar vender casas, mas promover por esse meio a «internacionalização das empresas chinesas».

O embaixador das Filipinas em Lisboa está igualmente a promover nos jornais de Manila a compra de casas em Portugal.

Philippe Lhuillier explica que quando soube do visto dourado português para quem compra casa disse «isto é uma oportunidade: os filipinos devem saber que há um país na Europa a promover este tipo de iniciativa pois é uma hipótese de virem para a Europa e fazerem investimentos».

O embaixador está convencido que há muitas empresas do seu país que querem fazer negócios na Europa, mas explica que por estes dias o maior problema que tem enfrentado, nas Filipinas, é que poucas pessoas conhecem Portugal.
Fonte: TSF

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