A promotora imobiliária espanhola Lusort, que gere vários empreendimentos de luxo em Vilamoura, está a tentar escoar alguns dos apartamentos e moradias que tem em carteira e além de descontos, realizou ontem um leilão cuja organização está a cabo da norte-americana Kennedy Wilson.
“Estamos a colocar os nossos olhos em Portugal e a verificar o grande potencial que existe no país. Tem um excelente mix de casas premium como os preços são absolutamente imbatíveis”, disse ao Dinheiro Vivo, o presidente da Kennedy Wilson, Richard Rhett Winchel.
No total, estarão à venda 42 imóveis em quatro empreendimentos diferentes - Monte Laguna, L’Orangerie, The Victoria Gardens e Sunset Villas -, na sua maioria apartamentos em condomínios com piscina, vista de mar ou jardins, cujos preços oscilam entre os 160 e os 215 mil euros. Só há duas casas com preços acima dos 300 mil euros.
Estes são os valores de referência para quiser comprar uma vez que não haverá um preço base de licitação. Não é um conceito comum, mas a leiloeira Kennedy Wilson diz que tem dados resultados nos vários mercados onde já tem feito leilões deste género.
Outra novidade, e a contrapartida pelo facto de não haver um preço base, é que o vendedor, neste caso a Lusort, pode rejeitar as ofertas e não vender as casas pelo valor que lhe estão a oferecer. Contudo, terá de aceitar o preço mais alto oferecido em cinco das casas.
O leilão aconteceu sábado, 22 de junho, às 15h00 no Tivoli Hotel Victoria, em Vilamoura, e durará cerca de hora e meia.
De acordo com o presidente da Kennedy Wilson “o Reino Unido e Portugal foram as apostas” para este leilão que não abrange clientes norte-americanos. A proximidade de campos golfe foi uma das razões para esta estratégia. "É uma das paixões dos investidores do Reino Unido", disse Richard Rhett Winchel.
Mas acrescenta: “Também estamos a anunciar o leilão nos nossos canais internacionais e estimamos que os clientes potenciais registados somem mais de 15 países. O nosso alvo é um público muito específico, mais direccionado para o luxo e sabemos que Portugal está na rota deste tipo de investidores”.
A própria Kennedy Wilson está agora a despertar para o potencial de Portugal. Richard Rhett Winchel diz que primeiro vão abordar o sul do país, pela oferta que há disponível, mas que também considera "o distrito de Lisboa uma região muito interessante".
A Kennedy Wilson opera já no Reino Unido, Irlanda e Japão, mercados onde tem 24 escritórios.
Fonte: Dinheiro Vivo

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