23 junho 2013

Nos apartamentos mais caros do país, os inquilinos são brasileiros


Os apartamentos mais caros de Portugal ficam no Estoril, aninhados entre o hotel de cinco estrelas Palácio Estoril e o spa de luxo Banyan Tree. Custavam entre 1,25 e 4,6 milhões e dos 26 que foram colocados à venda há três anos sobram seis e nunca foi preciso baixar preços.

“A maior parte foi comprada por estrangeiros”, disse ao Dinheiro Vivo, Aniceto Viegas, um dos administradores da Espart, a promotora do empreendimento Palácio Estoril Residências. E acrescenta: “Sem compradores portugueses tivemos de diversificar e ir buscar investidores lá fora e há um grande interesse porque não tivemos a bolha imobiliária de Espanha e os preços não estão muito altos para a qualidade dos empreendimentos”.

E o interesse vem de várias partes do mundo, mas neste caso, a maioria dos inquilinos são mesmo brasileiros. “Eles apreciam a proximidade da praia mas, acima de tudo, o facto de os apartamentos terem acesso ao serviço de quartos do hotel 24 horas por dia, porque apesar de ser uma casa para morar não passam lá muito tempo”, contou o responsável da Espart, a empresa que gere os ativos imobiliários do grupo Espírito Santo.

É por isso que a Espart está hoje em Sáo Paulo, no Brasil, na Mostra do Imobiliário Português, juntamente com outros promotores portugueses como a Herdade da Comporta, Obriverca, Tróia Resort, MSF ou a Promovalor, a imobiliária do presidente do Benfica.

Organizado pela mediadora Consultan e pela Câmara de Comércio Luso Brasileira, este evento teve a sua primeira edição em Dezembro de 2012 no Rio de Janeiro. Além do Palácio Estoril Residências - que ainda tem T3 e T4 de três milhões de euros para venda - a Espart levou ainda o Ivens 31, em Lisboa e o Foz Diogo Botelho, no Porto, ambos de luxo. No Ivens 31, os preços rondam os dois milhões de euros. Mas aqui, os quem compra “são mais franceses, belgas ou moçambicanos”.

Fonte: Dinheiro Vivo

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