28 janeiro 2014

"Uma loja vazia num centro comercial é letal"


"Uma loja vazia num centro comercial é letal"
Os centros comerciais portugueses "estão a reinventar-se" e a mudar de estratégia e não é tanto por vontade própria, mas mais por causa da crise e da consequente quebra nas vendas dos lojistas.

De acordo com o diretor-geral da consultora imobiliária Aguirre Newman, Paulo Silva, há já "muitas lojas que não estão a pagar renda ou que estão a pagar rendas variáveis, em função do volume de vendas, porque os proprietários dos centros preferem isso a fechar a loja. Uma loja vazia num centro comercial é letal". 


Outra novidade na estratégia dos shopings são as lojas temporárias ou as pop-up stores (aquelas no meio dos corredores) que servem muitas vezes para os lojistas testarem o mercado, mas também como fonte de receita adicional para o proprietário dos centros.

Segundo Paulo Silva, também "vão crescer mais os serviços", como clínicas ou uma loja do cidadão, mas também outro tipo de lojas que tenham o mesmo efeito de espera e sejam benéficas para o centro. É o caso da Nespresso, reparou por sua vez a sócia gestora da Aguirre Newman, Patrícia de Melo e Liz.

De acordo com esta responsável, há também uma tendência para apostar em lojas que atraiam muitos clientes, mesmo que paguem rendas baixas. É o caso da Primark ou da Fnac. "É o tipo de loja que os proprietários não se importam de ter nos centros, mesmo que não paguem rendas fixas", acrescentou Paulo Silva. 

A situação dos lojistas, que não apostam na abertura de novas lojas ou que mal conseguem manter as que têm tem sido uma das razões para o cancelamento e adiamento de alguns projetos de shoppings. Em 2012 e 2013 não abriu nenhum shopping novo, apenas expansões e remodelações, e para este ano só vai inaugurar o Alegro Setúbal, já em obra.

Nas lojas de rua, que tem sido uma das áreas mais ativas do imobiliário, a estratégia deverá manter-se e, por isso, as rendas não deverão descer nem subir, mantendo-se nos 90 euros/m2/mês. 

Fonte: Dinheiro Vivo

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