13 setembro 2012

Portas travou IMI especial a imóveis acima dos 300 mil euros


Foram dias difíceis para o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. Em viagem pelo Brasil e Venezuela, Paulo Portas passou uma boa parte do tempo ao telefone com o primeiro-ministro Passos Coelho. As matérias em discussão eram vastas e muito complicadas. Uma delas, obviamente, fez parte da já célebre e polémica intervenção pública de Passos Coelho de 7 de Setembro. Paulo Portas ficou verde ao ouvir falar do aumento de sete pontos percentuais nas contribuições de todos os trabalhadores para a Segurança Social e na redução da taxa social única para 18% para as empresas. Passos Coelho apresentou o assunto como irreversível e moeda de troca para a troika concordar com o alargamento do prazo para Portugal baixar o défice das contas públicas para valores inferiores a 3% do PIB.


Mas um ponto em que Paulo Portas bateu o pé e não cedeu foi quando ouviu Passos Coelho dizer que os imóveis com valores patrimoniais iguais ou superiores a 300 mil euros iam ter uma taxa especial já este ano e no próximo nos valores do IMI, em sede do imposto de selo. A proposta vinha de Vítor Gaspar e foi preciso muito telefonema e argumentos fortes sobre o estado em que iriam ficar milhares de famílias portuguesas e milhares de empresas, todos sujeitos a brutais aumentos de impostos e cortes muito acima do esperado no consumo privado com essa nova tributação.

Nesta matéria, Portas marcou pontos e lá conseguiu convencer o ministro das Finanças de que um imóvel com 300 mil euros de valor patrimonial, que ainda por cima está a ser reavaliado de forma violenta pelas Finanças, não era um produto de luxo. E assim lá se chegou ao milhão de euros. Do mal o menos.

Fonte: iOnline

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