Afirma em nota que "o actual contexto económico-financeiro, o aumento do desemprego e a diminuição do poder de compra têm tido impacte direto no volume de vendas do retalho, pelo que a performance deste segmento se encontra longe do experimentado há relativamente poucos anos".
Adianta que a par da queda das rendas de assiste a outro tipo de incentivos que permitem que as lojas permaneçam abertas e as superfícies em funcionamento.
Em contraste, no comércio de rua, e principalmente nas zonas mais atrativas os valores de arrendamento permanecem elevados.
Tendo por base o primeiro semestre, a consultora antecipa em termos de tendências, "a manutenção de níveis de consumo reduzidos, muito devido ao aumento do desemprego e da carga fiscal e da falta de confiança no mercado".
Diz ainda que há projetos cuja viabilidade está posta em causa. "A re-equação de alguns dos actuais projectos de retalho (cuja viabilidade se encontra em causa no sentido de definir uma estratégia para o ativo), seja no repensar de uma outra lógica dentro do mesmo segmento, seja na proposta de alteração de uso".
Outras das tendências deste segmento passa pela manutenção da atratividade do comércio local, dos níveis de procura por localizações "prime" e da escassez da oferta de espaços adequados aos requisitos da procura.
O setor de retalho apresenta-se atualmente como um segmento cuja performance dos ativos de maior qualidade do mercado tem sido condicionada pela atual conjuntura económico-financeira. Tem-se assistido a uma redução da atividade no mercado de retalho, não se registando abertura de novas superfícies comerciais.
"Estes resultados devem-se muito à actual conjuntura económico-financeira e à maturidade do mercado. A débil situação económico-financeira de alguns projectos de retalho acaba por condicionar o avanço dos mesmos", diz a Worx. No entanto, o comércio de rua tem vindo a ganhar terreno no crescimento do segmento de retalho. A procura de lojas de rua tem vindo a aumentar e a ganhar cada vez mais força, nomeadamente nas localizações prime.
Superfícies comerciais
A área bruta locável no primeiro semestre de 2012 manteve-se nos 3,6 milhões de m2, não tendo sido inaugurada qualquer superfície comercial desde o final de 2011. Esta é uma situação inédita, mas que se justifica com a maturidade do mercado e com a simultânea quebra no volume de vendas e do consumo.
Em relação à oferta futura (2013), esta encontra-se estimada em cerca de 248 mil m2, valor bastante inferior ao previsto em anos anteriores o que se deve ao cancelamento de alguns projetos, nomeadamente o Vivaci Beja ou o Parque Ribatejo. Não estão previstos retail parks a curto prazo com exceção dos dois integrados no projecto do Dolce Vita Braga, do Fórum Alverca e do City Caldas.
Consequentemente assiste-se a uma forte contração no investimento neste tipo de imóveis, utilizando-se assim o investimento existente na remodelação, modernização e diferenciação das superfícies comerciais menos competitivas de forma as adequar aos atuais padrões de consumo, bem como na gestão orientada para o cliente final e assim fidelizá-lo.
Num cenário de forte contração do investimento em superfícies comerciais, o comércio de rua apresenta "um crescimento em contraciclo" afirmando-se como uma alternativa muito consistente para a expansão do comércio em Portugal.
Assim sendo, o comércio de rua tem-se tornado no maior palco para o crescimento do comércio, o que se comprova pelo número cada vez maior de abertura de novas insígnias nas principais artérias ou através da expansão de marcas tradicionais de centros comerciais para este formato.
As zonas mais atrativas para o crescimento do retalho de rua, incluem a Avenida da Liberdade e o Chiado, captando a atenção das marcas de luxo internacionais, o que se comprova pela abertura da Gucci no início do ano e pela já anunciada abertura da Cartier em 2013.
Outras aberturas no primeiro semestre de 2012 incluem a Stivali e o restaurante Avenue na Avenida da Liberdade, a America Vintage no Príncipe Real, a Salsa e a Perfumes & Companhia no Chiado.
Fonte: OJE
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