13 outubro 2012

Palácio Valada e Azambuja colocou frações no arrendamento de curta duração


Fundbox arrendou os 10 apartamentos à Freedom/Lagrimas e terminou a reconstrução do palácio dentro dos prazos. A reabilitação do imóvel dotou a cidade de Lisboa de um imóvel de qualidade.


A reabilitação do Palácio Valada e Azambuja está concluída e o promotor, o Fundo Santa Casa 2004, gerido pela Fundbox, tem razões para considerar que esta foi uma operação de sucesso. Tanto a nível da reabilitação do edifício pombalino, construído na segunda metade do séc. XVIII sobre as ruínas de um palácio quinhentista, mas também pela estratégia comercial seguida apostando no arrendamento residencial de curta duração dos dez apartamentos com tipologias entre T0 e T2.


De acordo com Joaquim Meirelles, administrador da Fundbox e responsável pela fiscalização do projeto, “os apartamentos estão totalmente arrendado ao grupo Freedom/Lagrimas, para o arrendamento de curta duração”.

A obra de construção terminou em Maio - a cargo da empresa Lucios - e está, segundo o responsável, em fase de obtenção da licença de utilização. A reconstrução do palácio é uma das obras divulgadas na 2ª edição do Anuário Imobiliário e Energético Confidencial Imobiliário (Ci) e a ADENE – Agência para a Energia, que foi lançado na última semana e apresenta as principais conclusões resultantes da monitorização do mercado imobiliário em 2011.

Para Joaquim Meirelles esta é uma obra que correu como o desejado. “Terminada com um mês de atraso (13 meses) e com acréscimo de 10% sobre o valor orçamentado, que para uma obra destas, onde as surpresas são frequentes, vindo dos trabalhos a mais e dos trabalhos novos, poderemos considerar que correu muito bem”. Acrescenta, “não tivemos qualquer ocorrência com a CML (embargos ou multas), com acidentes com o pessoal de obra, transeuntes e lojistas, que se mantiveram em funcionamento (como o caso da Biblioteca Camões) durante a obra”.

A nível comercial “existem espaços livres e disponíveis para arrendamento de ateliers e existem espaços que serão libertos com o termino das ações de rescisão contratual dada a falta de uso continuado e/ou pagamento”, refere o responsável. Acrescenta que para os ateliers estão a apostar nos serviços e em conceitos inovadores de arrendamento. O Palácio Valada e Azambuja apresentava 47 inquilinos quando foi adquirido pelo Fundo Santa Casa 2004. Atualmente restam 15. “Os outros 37 foram alvo de realojamentos condignos, renegociação de contratos de arrendamento e indemnizações”, explica.

O palácio inclui 4 pisos, concentrando nos pisos 3 e 4 os apartamentos alvo de arrendamento, cinco dos quais com sótão e mezanine. O piso 0 alberga atividades comerciais e o piso 1 é constituído por 4 ateliês de 100m2. Estes últimos serão destinados a atividades ligadas à arte e arquitetura. O segundo piso é ocupado pela biblioteca municipal Camões.

O edifício está classificado como imóvel de Interesse Público desde 1982 e, simultaneamente, a classificação do Ascensor da Bica e da área envolvente como Monumento Nacional, em 2002, englobou também o palácio.

Fonte: Público

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