12 março 2013

Casas mais baratas vão a leilão este fim-de-semana


São 89 imóveis na posse do Millennium BCP com bases de licitação entre os 19.000€ e os 135.000 €.

Se está a pensar comprar casa nova e procura um bom negócio, este fim-de-semana vão decorrer dois leilões, um no Porto e outro em Lisboa, de casas a preço de saldo. 

Há apartamentos e moradias à escolha, 43 no primeiro caso, 46 no segundo. Os valores oscilam entre os 19.000 e os 135.000 euros para imóveis do Norte do país e entre os 23 e os 100.000 euros na região mais a Sul. 

Todos eles estão na posse do banco Millennium BCP, adiantou fonte oficial da Euro Estates, que está a organizar o leilão.

Na zona Sul, 17 imóveis pertencem ao distrito de Lisboa. «No distrito de Setúbal são 29 com valores de saída que vão dos 23.000€ até aos 89.000€», adianta a Euro Estates, em comunicado. Já no Norte, há um imóvel do distrito de Aveiro, outro de Viseu, 10 de Braga e 31 do Porto.

Sabe como é que estes leilões funcionam?

Ainda recentemente a Euro Estates realizou outros dois leilões do género. Na altura, o diretor comercial, Diogo Livério, explicou ao tvi24.pt como é que o processo funciona.

A Euro Estates disponibiliza no seu site fotografias e informação relevante, com uma «descrição pormenorizada do imóvel e da envolvência, para o cliente perceber onde está situado e damos, inclusive, as coordenadas gps».

Depois, durante aproximadamente três semanas, fica a funcionar um call center, para que as pessoas percebam como funciona o leilão, como, quando e porque é que está a ser realizado e, claro, para agendarem visitas ao imóvel antes de o licitarem.

Ofertas de crédito mais atrativas

Normalmente as instituições financeiras que colocam os imóveis em leilão «associam linhas de crédito à habitação mais vantajosas do que no mercado tradicional», explica o mesmo responsável. «Daí que isto é um bolo em que incluímos várias vantagens: desconto considerável na ordem dos 30%; valor do sinal de contrato de promessa de compra e venda é 1.750 euros até um imóvel no valor de 100.000 euros (sendo que no mercado tradicional, o sinal costuma ser de 10%, no mínimo», adiantou Diogo Livério, acrescentando que «muitas vezes a pessoa nem tem esse valor e desta forma pode sinalizar o imóvel com capitais próprios».

Para além de estarem em causa produtos de crédito à habitação com spreads «muito mais baixos do que no mercado nacional», há uma série de isenções nas custas habituais do processo.

Assim, segundo o diretor comercial da Euro Estates, as vantagens deste tipo de leilões têm que ver com «o preço, o sinal e com as condições de aquisição». Neste caso, o único banco na praça é o BCP, mas quem arremata o lote não tem obrigatoriamente de contratualizar um empréstimo (se assim o necessitar) com esta entidade.

Fases seguintes: contrato de promessa e escritura

O contrato de promessa de compra e venda é celebrado logo no próprio dia, depois de a pessoa ter arrematado o lote. É possível ser feita uma simulação com o banco para perceber qual a prestação que pagaria antes.

Depois, decorre o período normal de 90 dias para ser realizada a escritura, sendo que o comprador pode recorrer ao banco que colocou o imóvel a leilão ou a outro qualquer. 

Se está interessado, tome nota: sábado, dia 16, às 15 horas, no Hotel Ipanema Park, no Porto, e no domingo, à mesma hora, no Hotel Corinthia Hotel Lisbon, na capital. 

Recorde-se que, no ano passado, foram entregues aos bancos, por falta de pagamento, cerca de 15 casas por dia. 5.500 imóveis.
Fonte: TVI24

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