22 setembro 2012

Comércio de rua e escritórios “animam” imobiliário luso

O Portugal Market Pukse, relatório divulgado trimestralmente pela Jones Lang LaSalle (JLL), conclui que o comércio de rua e os escritórios foram os segmentos que animaram o mercado imobiliário português no segundo trimestre deste ano, num cenário que apresenta, ainda assim, “pouco dinamismo”.

“Apesar da conjuntura económica e financeira do país – com os conhecidos efeitos no consumo, no desemprego, no rendimento e na confiança de empresas e famílias – continuar a influenciar negativamente o mercado imobiliário português, o segmento de escritórios voltou ao crescimento após a queda do trimestre anterior e o comércio de rua deu continuidade à sua boa performance, com a abertura de novas lojas em Lisboa”, revela o comunicado de imprensa da consultora imobiliária.


Segundo a mesma fonte, os mercados de investimento imobiliário, de centros comerciais e de retail parks, “afectados por estas condições”, retraíram-se neste trimestre, em comparação com o trimestre anterior.

“De forma geral, o mercado imobiliário continua a ressentir-se desta conjuntura desfavorável e da contratação de todos os indicadores económicos, especialmente no que respeita o retalho, que perde com a redução do rendimento disponível, desemprego e baixa no consumo. Em contraciclo, nesta área, encontra-se o comércio de rua, sobretudo nas zonas mais turísticas, que continua, com força a desenvolver cada vez mais o seu potencial, inclusive como alvo de investimento institucional”, declarou Pedro Lancastre, director-geral da Jones Lang LaSalle Portugal.

“Nos escritórios, o segundo trimestre trouxe, de facto, alguma animação ao mercado, com um crescimento significativo de 77% na ocupação face ao trimestre anterior, mas continuamos com níveis de absorção muito baixos. O esforço cada vez maior das empresas em racionalizar os seus custos de ocupação nem sempre tem sido direccionado para a mudança de escritórios”, acrescentou o mesmo responsável.

Ainda segundo Lancastre, verificou-se, em termos macroeconómicos, “um segundo trimestre mais estável, com a previsão do cumprimento da meta estabelecida para o défice no primeiro trimestre, mas essa confiança foi agora abalada com os últimos anúncios políticos”. “Esperamos, ainda assim, que os níveis de ocupação de escritórios possam ficar entre 10% a 15% acima dos resultados do ano passado”, concluiu o o director-geral.

Fonte: Construir

0 comentários:

Enviar um comentário

Obrigado pelo seu comentário.