22 setembro 2012

JLL: Financiamento à promoção limitado até 2017


Um estudo recente da Jones Lang LaSalle (JLL) conclui que “os padrões habituais de conclusão de oferta especulativa não deverão voltar à Europa nos próximos cinco anos”.

Segundo o comunicado da consultora, esta tendência provocará “escassez de espaços de escritórios de boa qualidade em muitos dos principais mercados europeus e extremará a polarização de valores entre os diferentes níveis de qualidade do stock”.


A JLL refere que esta tendência não se limitará às principais localizações de escritórios, como Londres e Paris, abrangendo também “outras cidades-chave em toda a Europa”, citando, como exemplo, Varsóvia e Lyon, que “deverão ver os níveis de disponibilidade cair abaixo dos 6% até 2016, com a oferta nas zonas Prime CBD bastante mais baixa”.

Todavia, a consultora imobiliária frisa que a “grande maioria de novos players com capitais próprios e fontes de financiamento – tais como as entidades asiáticas e norte-americanas – focar-se-ão no mesmo tipo de edifícios de escritórios prime nos mercados mais líquidos de Londres, Paris e algumas das principais cidades alemãs e nórdicas”.

“Esta concorrência para os mesmos edifícios significa que os maiores retornos estarão potencialmente fora dos mercados mais líquidos”, afirmou Bill Page, director da EMEA Research da JLL, acrescentando que “os espaços secundários poderão também apresentar mais oportunidades para investidores empreendedores e com capitais próprios que tenham uma visão de longo-prazo e estejam abertos a suportar os riscos económicos em toda a Europa”.

No que se refere à realidade portuguesa, Mariana Seabra, diretora de Office Agency e Corporate Solutions da consultora explica que “as dificuldades de financiamento motivadas pela falta de liquidez dos bancos, aliadas ao excesso de oferta existente em algumas zonas do mercado de escritórios de Lisboa (…) farão com que a atividade de promoção fique a aguardar melhores dias”.

De acordo com esta responsavel, “cada vez mais a promoção tende a deixar de ser especulativa e os promotores apenas avançam com novos projectos quando têm algum contrato de pré-arrendamento, como foi o caso da ZON no edifício Metropolis”.

“Por outro lado, quando sabemos que 61,74% da procura registada desde o início deste ano (70,73% ao longo de 2011) é dirigida a áreas até 300 metros quadrados, os promotores terão de adaptar os seus projetos a esta realidade e dar resposta aos níveis de exigência cada vez maiores das empresas em termos de qualidade técnica e acabamentos”, conclui Mariana Seabra.

Fonte: Construir

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