O presidente da APEMIP, Luís Lima, disse que “desde 1992 que não se transacionavam tão poucos imóveis". O responsável está "convencido que este ano vai ser pior do que 2011”, ano em que o mercado imobiliário registou uma queda superior a 20 por cento.
Apesar de o mercado imobiliário ter dado mostras de alguma recuperação no primeiro trimestre deste ano, face ao mesmo período de 2011, os segundo e terceiro trimestres estão a registar vendas muito baixas, números que permitem à associação avançar já com estimativas pessimistas.
“Só com um milagre na economia do país é que este ano não fecha pior ainda do que 2011”, afirmou Luís Lima, explicando que o número de vendas de imóveis revelam já que entre abril e setembro as vendas estão muito abaixo das dos segundo e terceiro trimestres do ano passado.
Luís Lima está convencido que “este ano vai ser pior ainda” porque “nem que o quarto trimestre registe recuperação” se consegue recuperar a quebra nas vendas dos últimos meses.
“As empresas [imobiliárias] têm de se reajustar, fazer mais do que têm feito, reestruturar-se ainda mais e promover a procura de outros mercados para atenuar a falta de faturação” em Portugal, defendeu o presidente da APEMIP.
A menor procura de casas para vender acentuou-se com o anúncio de novas medidas de austeridade: “Nas últimas duas semanas tem sido mesmo uma tragédia”, defendeu Luís Lima, explicando que a associação promoveu um estudo junto de 60 empresas e concluiu que esta quebra se regista não só nos grandes centros urbanos, mas em todo o país.
“Temos recebido sinais de alerta de colegas que dizem que os clientes estão a desistir das visitas a imóveis e, algo surpreendente, a recusar créditos já aprovados pelos bancos, numa altura em que é tão difícil conseguir crédito. A compra de uma casa é uma decisão de vida e neste momento as pessoas não conseguem assumir tranquilamente uma responsabilidade destas”, adiantou Luís Lima.
Depois do primeiro-ministro ter anunciado, a 07 de setembro, um novo pacote de austeridade, com alterações à Taxa Social Única, a venda de casas caiu 50 por cento numa semana, adiantou aquele responsável.
Fonte: iOnline
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