O objetivo é claro e está inscrito no Roteiro Nacional de Baixo Carbono 2050: os edifícios devem encerrar, em 2050, um potencial de redução nas trajetórias de baixo carbono na ordem dos 50 a 70%.
Para alcançar esta meta são necessários entendimentos vários entre entidades e uma clara identificação de opções e medidas/políticas setoriais. Contudo, parte desta caminhada já está percorrida e existem preocupações muito acentuadas com aquilo a que chamo "imóveis com vida positiva". Qualquer edifício pode ser comparado a um ser vivo, que deve ter condições mínimas que assegurem a sua existência.
Politicamente, foi decidido que estamos em período de transição para uma economia competitiva e de baixo carbono - uma medida positiva e que traduz a preocupação que a Bouygues Imobiliária trouxe para o mercado internacional há alguns anos. Uma preocupação que se traduziu na busca de uma performance que conduziu a um espaço onde o desempenho energético e o conforto andam lado a lado, sem que isso traduza investimento acrescido. Ou melhor, o próprio investimento é, quer no curto quer no médio prazo, ganhador e de break-even rápido, uma vez que, ao contribuir para um ambiente mais saudável está, ainda que de modo informal, a sensibilizar todos os que o rodeiam para uma atitude ambientalmente mais responsável. Uma atitude que não fica apenas nas palavras, mas também na obra.
A cidade de Lisboa alberga "imóveis com vida positiva", mas a realidade mostra que o setor imobiliário tem sido uma das áreas, em Portugal, mais associada às questões ambientais, mas pelas piores razões, facto que tem levado as empresas do setor a terem preocupação crescente na comunicação para o exterior das suas estratégias em termos de sustentabilidade ambiental.
Para nós, Bouygues, o compromisso modelo que queremos replicar noutras cidades ou centros industriais está em Meudon, uma cidade na periferia sudoeste de Paris. Apelidado de Green Office, este edifício, sobre o qual já aqui falei, foi projetado e construído para reduzir as necessidades energéticas do espaço e ocupantes (iluminação, aquecimento, refrigeração, entre outras) e assim alcançar um baixo consumo e o aproveitamento de energias renováveis. Trata-se de um projeto pensado de raiz. Contudo, a recuperação de um edifício também implica fazer escolhas, opções, desde o primeiro momento. Por isso, o desafio que deixo é que, sempre que se pense "transformar" um edifício tradicional num ambientalmente sustentável, com baixos níveis de consumo energético, se tenha em mente todos os benefícios inerentes e que um imóvel tem vida. Uma vida que se deseja e quer positiva!* Diretora-geral Península Ibérica Bouygues Imobiliária
Fonte: OJE
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