Como em todo o mercado imobiliário, pode afirmar-se que também no setor do retalho terminou a era da construção e começou a era da renovação, seja pela remodelação, reabilitação ou reposicionamento.
Encontram-se atualmente em construção aqueles que deverão ser considerados os últimos centros comerciais da era da construção massiva. O Évora Fórum e o Alegro Setúbal, com inaugurações previstas para 2013 e 2014, respetivamente, vêm preencher uma lacuna na oferta dessas localidades. O outro projeto de construção nova com abertura anunciada é o Dolce Vita Braga, já concluído mas cuja inauguração tem sido adiada.
Face à saturação do mercado no que respeita à oferta de empreendimentos comerciais, não é esperada a construção de novos conjuntos comerciais ao longo da próxima década. Deverão surgir naturalmente algumas exceções, de um ou outro projeto, muito pontual, nomeadamente no formato de outlet ou com um conceito muito diferenciador face ao que já existe.
A oferta atual de empreendimentos comerciais é muito recente, com dois terços do stock existente inaugurado após o ano 2000. No entanto, há diversos pequenos centros comerciais, de primeira geração, a maioria localizados nos centros das cidades, que, tal como o comércio de rua, foram bastante prejudicados com a abertura dos novos centros comerciais de muito maior dimensão, oferta mais vasta e design moderno e atrativo.
Nos últimos anos, temos assistido à remodelação e reposicionamento de alguns centros comerciais, e acreditamos que esta tendência comece agora a acentuar-se, nomeadamente no que respeita aos pequenos centros comerciais localizados nos centros das cidades. A remodelação em curso do Centro Comercial de Alvalade, inaugurado em 1976, é exemplo disso, e espera-se que outros venham a surgir, contribuindo para a revitalização do centro das cidades.
Por Cristina Arouca, Associate director na CBRE
Fonte: OJE


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