18 julho 2013

Investimento nos mercados imobiliários globais regista forte crescimento no 1º semestre de 2013


Os mercados imobiliários globais continuaram a recuperar em 2013, com os volumes de investimento em imobiliário terciário a crescerem 11% no 1º semestre de 2013 face a igual período do ano passado, revela o research de Capital Markets da Jones Lang LaSalle, que analisa mais de 130 cidades em 60 países de todo o mundo.

Segundo a consultora imobiliária, o crescimento forte e sustentado no 2º trimestre de 2013 permitiu manter os volumes globais de investimento imobiliário acima dos $100 biliões pelo quinto trimestre consecutivo, evidenciando uma crescente confiança dos investidores no imobiliário terciário, apesar da volatilidade nos mercados de acções e obrigações.

Em comunicado de imprensa a consultora destaca ainda que o continente Americano registou um crescimento de 39% nos volumes de transação no 2º trimestre de 2013 face ao trimestre anterior, alcançando os $52 biliões (mais 11% face ao período homólogo). No 1º semestre de 2013, os volumes transacionados totalizaram $90 biliões, reflectindo um crescimento de 9% face ao mesmo período de 2012. Quanto aos volumes trimestrais no México e no Canadá, cresceram de forma significativa, acompanhando a contínua aceleração do mercado norte-americano, onde o investimento imobiliário aumentou 19% no 2º trimestre de 2013 em termos homólogos.

Relativamente às regiões Ásia-Pacífico e EMEA, ambas registaram um forte crescimento na primeira metade do ano, com subidas homólogas de 11% e 12% nos volumes transacionados, respetivamente, destaca a mesma fonte. Os volumes de investimento trimestrais na Ásia-Pacífico permaneceram estáveis quer face ao trimestre anterior quer face ao trimestre homólogo, enquanto que na região EMEA esta tendência só foi verificada em termos homólogos, já que face ao trimestre anterior se registou uma descida de 13% após um início de ano de 2013 dinâmico.

Fazendo uma análise global, a Jones Lang LaSalle destaca ainda que os maiores mercados continuaram a observar crescimento no 1º semestre do ano, com o Japão (+ 50%), Austrália (+10%), Reino Unido (+ 4%), Alemanha (+43%) e França (+6%) todos a registarem subidas homólogas. Apenas a China (-20%) assistiu a uma queda dos volumes transaccionados no 1º semestre de 2013, contudo os negócios que já estão em progresso deixam antever uma segunda metade do ano mais forte.

A consultora estima que os volumes transacionados na segunda metade do ano se fixem entre os $450-500 biliões. Com os volumes globais 11% acima do que em igual período do ano passado e uma vez que a segunda metade do ano é geralmente mais dinâmica do que a primeira, o mercado de investimento imobiliário global está bem posicionado para superar os volumes do ano passado.

Arthur de Haast, Lead Director, International Capital Group da Jones Lang LaSalle, comenta: “Nos últimos três anos previmos que um maior volume de capital iria ser alocado ao investimento directo em activos imobiliários core. Esta tendência está agora a materializar-se. Investidores institucionais, privados e particulares com elevada liquidez estão agora, de forma consistente, a fazer ofertas sobre oportunidades em todo o mundo. Adicionalmente, os investidores estão a começar a diversificar os seus portfólios, quer em termos de risco quer em termos geográficos, procurando mais oportunidades secundárias e de valor-acrescentado. Esperamos que esta tendência continue a verificar-se a curto e médio-prazo”.

David Green-Morgan, Global Capital Markets Research Director na Jones Lang LaSalle, acrescenta: “A volatilidade a que assistimos nos mercados de acções e de obrigações no último trimestre permitiu aumentar a atractividade do imobiliário terciário como classe de activos de investimento. Até agora, o custo crescente do financiamento global ao imobiliário tem tido um efeito reduzido sobre os volumes de transação, com a maior parte dos negócios a financiarem-se com rácios modestos entre o valor do empréstimo e a garantia. A não ser que se verifique um aumento substancial no custo do financiamento, este factor deverá ter um impacto apenas marginal nos volumes transacionados no restante do ano”.

Fonte: Construir

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