10 setembro 2013

Grécia começa a vender imóveis em leilões online


Para contrariar as críticas de que pouco está a ser feito no que se refere à venda de património imobiliário, o Governo grego vai proceder a uma série de leilões, numa plataforma eletrónica semelhante à do eBay.

O próximo leilão de uma propriedade imobiliária estatal vai ocorrer numa plataforma electrónica no próximo dia 17 de Setembro. Uma mansão da rua Smolenski, em Atenas, e cujos relatos dizem estar assombrada, será vendida a quem fizer a licitação mais elevada. É o início de mais um esforço do Governo, que tem sido acusado de não estar a fazer o suficiente neste campo, como contrapartida dos resgates de 240 mil milhões de euros, segundo noticia a Bloomberg.

“É algo que está literalmente a assombrar o Governo grego”, afirmou Andreas Taprantzis, director executivo para o imobiliário do Fundo de Desenvolvimento de Activos da República Helénica. “Está a gerar zero em receitas, nem mesmo através de impostos”.

Devido à burocracia, falta de procura, atrasos frequentes, e resistência política, os activos da Grécia ainda não geraram as receitas que os credores internacionais esperavam, tendo estes ameaçado o país com uma avaliação mais rigorosa, no próximo trimestre, quanto às estratégias utilizadas pelo Governo para a obtenção de maiores receitas.

Com mais de 70.000 propriedades em seu poder, o património imobiliário da Grécia está avaliado em cerca de metade dos 50 mil milhões de euros que o Governo afirmou que iria obter através da venda de activos. Para se ver livre destes imóveis, o Governo grego escolheu os leilões online, considerando-os a maneira mais rápida e transparente de angariar fundos.

“Este processo é inteligente e eficiente”, salientou Lefteris Farmakis, analista do Nomura. “Não vai ser fácil gerar uma receita séria, dada a natureza ilíquida do investimento em património imobiliário e os obstáculos legais que a Grécia enfrenta”.

Até agora o fundo já vendeu três propriedades via leilão, desde Julho, tendo angariado 7,4 milhões de euros. Mais sete propriedades estão preparadas para seguir o mesmo caminho. Segundo Taprantzis, o objectivo do Governo passa por conseguir uma receita de 35 a 50 milhões de euros por ano, com as vendas através de leilões.

Fonte: Negócios

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