16 maio 2015

Cluster do turismo ligado à reabilitação urbana


O compromisso entre o crescimento do Turismo e a necessidade de reabilitação da cidade de Lisboa para receber mais visitantes, foi tema de estudo para a CBRE. Entre 2005 e 2014, o Aeroporto Internacional de Lisboa assinalou um crescimento médio anual do número de passageiros, na ordem dos 5,5%, ultrapassando os 18 milhões, o que levou ao crescimento da procura de alojamentos - 8% ao ano, só nos últimos 5 anos. Os investidores passaram a olhar para Lisboa como uma capital a apostar. Estes números resultam de um estudo realizado pela CBRE e a Neoturis, com contribuições dadas num recente debate sobre reabilitação urbana.


No eixo Marquês de Pombal/Baixa/Chiado surgiram mais hotéis e desenvolveu-se um novo mercado com os hostels e short rental (apartamentos). Consequentemente, a procura dos investidores para estas áreas aumentou muito e, sendo a reabilitação de edifícios a alternativa mais imediata, a cidade "renovou-se". 

A grande questão que esteve presente durante a primeira parte do debate foi os três tipos de alojamento (hotéis, hostels e short rentals) são concorrentes ou complementares? Rodrigo Machaz, responsável pelos hotéis Memoro - representando a hotelaria -, alertou durante o debate que "a legislação é que está desajustada entre o que são hotéis e os outros. Não queremos dificultar a vida dos hostels e dos short rentals, mas sim facilitar a vida a todos". 

Nuno Gomes Pinto, da Lisbonaire Apartments - representado os short rentals - afirmou na recente conferência sobre reabilitação: "O nosso segmento tem tudo para ser parceiro da hotelaria tradicional, regendo-se por uma tónica comum: portugalidade é igual a hospitalidade mais autenticidade. No entanto é importante sensibilizar as autoridades para a manutenção da cidade". 

"As áreas de socialização são o foco do nosso negócio", refere João Teixeira, da Destination Hostles - representando os hostels. E reforçou: "para tal temos que garantir a segurança de quem nos visita, e isso só as autoridades públicas podem ajudar a garantir para que Lisboa se torne ainda mais atrativa". 

Lisboa não depende da sazonabilidade, nem de nacionalidades. A procura é muito fragamentada e ainda está em processo de expansão, fazendo um caminho para alcançar a notoriedade e alargar a sua área de intervenção - estendendo-se agora para a frente de rio, que vai de Santa Apolónia à Fundação Champalimaud. 

Eduardo Abreu, partner da Neoturis, afirma que "os focos de investimento estão a deslocar-se, o que irá permitir expandir e descentralizar. Esta tendência fará com que a concentração do turismo no triângulo Marquês de Pombal/Baixa/Chiado se estenda para outras zonas, tornando a cidade "maior". Todos os fatores são indicadores de que este continuará a ser um mercado em crescimento durante os próximos anos".

Fonte: OJE

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