
Pela segunda vez no mesmo mês, a instituição financeira reviu em baixa o leque de ‘spreads', colocando a margem mínima nos 1,99%, tanto para novos empréstimos como para transferências de outros bancos.
No total, desde o início de Fevereiro, seis instituições já procederam a revisões em baixa da sua gama de ‘spreads'. Mas os especialistas antecipam que mais descidas possam ocorrer. "Os ‘spreads' deverão continuar a baixar, mas não são de esperar regressos aos níveis que se praticavam em 2008 ou 2009", defende Filipe Garcia, da IMF. Uma opinião partilhada por Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, esclarecendo que "efectivamente há ainda restrições e condicionantes a ultrapassar, processo que será de resolução morosa". Entre elas, Paula Carvalho explica que "algumas estão relacionadas com o balanço das famílias - elevados níveis de endividamento persistem, a taxa de desemprego vai manter-se elevada tendo em conta os níveis históricos - outras com o balanço e situação das instituições financeiras - níveis de incumprimento ainda elevados, problemas de rentabilidade, entre outros". Já o economista da IMF acredita que os ‘spreads' possam cair até aos 1%, ressalvando "que a partir desse nível as melhorias serão mais improváveis ou condicionadas a casos mais especiais".
A instituição liderada por Vieira Monteiro passa a ser a terceira a apresentar uma taxa mínima inferior a 2% para a generalidade dos seus clientes. O Crédito Agrícola tem uma taxa menor, de 1,8%, mas é a CGD que apresenta o ‘spread' mais competitivo: 1,75%.
Contudo, para clientes ‘premium', o Totta disponibiliza uma taxa ainda mais baixa, estes clientes denominados de ‘Select' passam a beneficiar de ‘spreads' a partir de 1,5%. Desde o início de 2011, que o Totta não apresentava uma margem mínima de ‘spreads' tão baixa.
Em declarações ao Económico, o Santander Totta admite que o crédito à habitação é uma prioridade. "Estamos atentos ao mercado e temos vindo a posicionar-nos cada vez mais como um banco próximo dos seus clientes, melhorando as condições de crédito à habitação. Nesse sentido, temos vindo a disponibilizar ‘spreads' cada vez mais competitivos", afirma fonte oficial do banco.
Fonte: Diário Económico
0 comentários:
Enviar um comentário
Obrigado pelo seu comentário.